Autores de feminicídios no RN fantasiam crime e fingem procurar pelas mulheres que mataram


Mais de 50 mulheres foram assassinadas no Rio Grande do Norte somente em 2019. As estatísticas do Observatório da Violência, o OBVIO, mostram que uma mulher é morta violentamente no estado a cada quatro dias.
Dessas mortes, 15 foram feminicídios provocados pelos companheiros amorosos das vítimas, homens capazes de tudo para disfarçar o crime que cometeram.
Os números são de 1º de janeiro a 24 de julho de 2019, período em que foram registrados os homicídios de 53 mulheres. Intervalo de tempo em que casos emblemáticos de ocultação da culpa pelo crime aconteceram.
É o caso de um empresário que, de acordo com a Polícia Civil, forjou um tiroteio para se livrar da acusação de matar a própria namorada, em Monte Alegre.
O homem em questão é Serafim Crisóstomo Júnior, de 30 anos, preso no último dia 23, pela morte da namorada, Josierica da Rocha Alves, 23, ocorrida 48 dias antes da prisão.
Logo após o assassinato, ele começou a afirmar à polícia que os dois tinham sido vítimas de tentativa de assalto e que um disparo da arma de um dos assaltantes matou a mulher. Mas, o resultado do laudo de balística apontou que a bala que atingiu a cabeça da estudante veio da arma apreendida com ele.
"É muito comum a gente se deparar com essa situação. A intenção do autor é desviar o foco da investigação. Mas essas histórias fantasiosas são desmanteladas com a investigação profunda. A perícia vai lá e não encontra nada que comprove o que o suspeito está dizendo. Essas histórias são facilmente desmanchadas”, relatou o delegado Júlio Costa, diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, a DHPP, ao PORTAL NO AR.
Para não responderem pelo crime, os parceiros amorosos das vítimas chegam a fingir estar procurando, desesperadamente, por aquela que eles sabem que já está sem vida e até onde o corpo está. É o caso de um sargento da Polícia Militar preso por matar uma universitária em Caicó.
Pedro Inácio Araújo de Maria, de 36 anos, mantinha um relacionamento esporádico com Zaira Dantas Silveira Cruz, 22. No dia 2 de março, enquanto o casal brincava o Carnaval, ela foi assassinada. O policial amanheceu o dia procurando a jovem com os amigos. Mas, de acordo com a Polícia Civil, a busca era uma farsa. A investigação tem certeza de que ele matou a estudante.
“Deve haver uma perturbação psicológica. Porque não tenho dúvidas de que é um distúrbio um homem chegar ao ponto de matar uma companheira. É uma fraqueza do autor do crime. Muitas vezes provocada por um simples ciúme”, comentou o delegado da DHPP.
Foto:Reprodução/Youtube/OP9/Portal no Ar



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